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Música brasileira em espanhol July 6, 2008

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Todo mundo sabe que a música brasileira, sobretudo a boa música, exerce fascínio pelo planeta afora. Os países latino-americanos não são exceção. Abaixo comparto três exemplos de clássicos da MPB “traduzidos” para o espanhol e com interpretações especialíssimas.

Cotidiano, do Chico Buarque, interpretado peplo músico argentino-catalão Gato Pérez, morto em 1990.
 Chico Buarque - Cotidiano

Outra do Chico Buarque, “Joao e Maria”, lindamente interpretada pelo músico portenho Juan Carlos Baglietto.
 Chico Buarque em espanhol - João e Maria - Juan y María

Finalmente, Rita Lee interpreta a versão em espanhol de Baila Comigo.
 Rita Lee em espanhol - Baila Comigo - Baila Conmigo

Greenpeace, Beethoven e o aquecimento global June 5, 2008

Postado por tordesilhas em : Política, Cultura , deixe teu comentário

beethoven.jpgO Greenpeace lançou hoje uma sensacional campanha virtual que mistura o Youtube e a Quinta Sinfonia de Beethoven para pressionar os líderes mundiais do G8 a tomar ações concretas contra o aquecimento global na sua próxima reunião de julho, no Japão. O grupo ambientalista está convidando as pessoas a tocarem o primeiro movimento da Sinfonia, com sua famosa “tan,tan,tan,tan”, em qualquer estilo ou instrumento, filmar e enviar para o Youtube. A premissa é a de que, segundo pesquisadores, a famosíssima peça musical, composta em 1808, contém um padrão de notas que causa sincronia na mente dos ouvintes. A idéia é “sincronizar” os pensamentos do mundo – e dos líderes mundiais – em favor do meio ambiente. Se vai ser efetivo ou não, é uma outra história. Mas que a campanha é brilhante e muito inspiradora, não há dúvida. Algumas das peças criadas pelos apoiadores do Greenpeace já estão online e tem cada uma fantástica, como a do músico que toca a sinfonia em taças de vinho, ou a do grupo de jazz que simplesmente recria em um ritmo sensacional, ou ainda os bebês que se encantam em repetir as famosas quatro notas que parecem batidas na porta. É só dar uma olhada no site da campanha, aqui. Abaixo um dos ejemplos de interpretações que estão no Youtube.

O bem que se quis, em italiano… April 27, 2008

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O Tordesilhas anda meio abandonado, reconheço… Tenho andado meio atolado e acabo de regressar de uma interessantíssima viagem a Colômbia. Sobre isso vou escrever mais durante a semana. Enquanto isso, deixo a dica que redescobri fuçando a internet esta semana: o músico italiano Pino Daniele. Ele não é muito conhecido no Brasil, mas tem muita ligação com a musica brasileira. Em meados doas anos 80 ele fundou um grupo do qual fazia parte o Naná Vasconcelos. Mais do isto, foi ele que escreveu a clássica “E pó che fa”… Para quem não liga o nome à pessoa, esta é a versão original de “O bem que se quis”, cuja letra em português foi escrita por Nelson Motta. Na voz da Marisa Monte, a música é o clássico que todo mundo conhece. Mas confesso que eu prefiro a versão original. O Pino Daniele dá uma interpretação mais suingada à música, que a deixa ainda moderna, apesar de ter mais de 25 anos de gravada. A música faz parte do disco “Bella ‘mbriana”, de 1982, que pode ser encontrado para download fuçando pela internet. Recomendo, porque o disco todo é muito bom. Para dar um gostinho, deixo abaixo “E pó che fa”… Espero que curtam.

A Vogue e o King Kong March 24, 2008

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Uma polêmica das boas está chacoalhando o mundo da alta-moda nos Estados Unidos: a edição americana da revista Vogue está sendo acusada de reforçar velhos estereótipos raciais na capa deste mês, que trás o astro afro-americano de basquetebol LeBron James com o braço ao redor da cintura de Giselle Bünchen. Esta é a terceira vez na história da Vogue americana que um homem sai na sua capa (segundo a Time, nas vezes anteriores estiveram Richard Gere e George Clooney). Mas, como registra o Guardian, o que seria motivo de “comemoração” para a comunidade afro-americana está gerando protestos, já que a foto, tirada por Annie Leibovitz, lembra muito o cartaz clássico do filme King-Kong, de 1933.

Na capa da Vogue o astro do Cleveland Cavalliers aparece com uma pose agressiva, ao parecer entoando um grito de guerra, enquanto a super-modelo meio que flutua para fora de seus braços. Apesar do sorriso, como lembra o Guardian, a cara de Gisele Bunchen é a de alguém que “poderia estar em outro lugar”.

A “semelhança”  entre a foto e o cartaz do filme King Kong vem provocando cada vez mais indignação na comunidade afro-americana. Um blogueiro citado pelo Guardian toca direto no ponto: “LeBron está justo ali perpetuando o estereótipo que ajudou a escravizar, linchar e matar a milhares dos nossos homens negros durante séculos…”  A revista obviamente nega qualquer intenção racista em sua capa. Um porta-voz até lembrou que atualmente não há ningupen mais “fashion” na indústria da moda que LeBron e Bünchen.

Mas o fato concreto, como lembra a reportagem do Guardian, é que nas únicas vezes anteriores em que um homem apareceu na capa da Vogue, eles foram retratados de maneira muito deferente de LeBron: Gere e Clooney aparecem respectivamente em 1992 e 2000. Ambos posaram ao lado de super-modelos: o primeiro com Cindy Crowford e o segundo com a mesma Gisele Bünchen. Aí morrem as semelhanças com LeBron, já que em ambos casos os atores foram mostrados em posição “sexy” e “estilosa” ao lado de suas companheiras de foto. 

Pode ser que realmente a equipe da Vogue não tenha tido nenhum intenção racista. Afinal seria natural retratar um esportista em uma posição que lembre o seu trabalho, daí que um grito de guerra na boca de um jogador de basquete não é tão fora do contexto assim. Mas não há dúvida de que deveriam ter tido mais sensibilidade ao preparar a foto.  E eu acho, sim, que mesmo de forma não intencional, a imagem reflete os estereótipos racistas que estão no inconsciente dos editores da revista (e de boa parte de seus/suas leitoras também.

capa_vogue.jpg

Gente de Ouricuri March 13, 2008

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Como falei no post anterior, estive na semana passada em Ouricuri, no agreste pernambucano, distante uns 620 quilômetros de Recife, visitando os programas da ONG Caatinga, parceira da Oxfam na região. Em outro post falo mais sobre o trabalho deles. Neste texto queria me concentrar em apresentar alguns personagens que eu conheci nesta visita. Basta clicar na foto para ver uma versão maior.

clarinda1.jpg francisca1.jpg antonio1.jpg eunice1.jpg fumeiro1.jpg luciana1.jpgveneranda1.jpg rejania1.jpg mae_e_filho1.jpg selma_e_lucas1.jpg  kelly1.jpg menino1.jpg boneca1.jpg

Móveis Coloniais de Acaju March 2, 2008

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Anotem o nome: Móveis Coloniais de Acaju. Não se trata de uma de uma loja de artigos de mobília, como poderia sugerir. Trata-se de um grupo de representantes da mais nova safra de bandas geradas em Brasília e que seguem botando o planalto central na linha de frente das novidades musicais. A primeira vez que ouvi falar deles foi quando se apresentaram em um dos especiais da Globo do ano passado, neste caso em homenagem ao Raul Seixas. Na minha opinião foi o melhor da série de programas e a rapaziada do Móveis Coloniais fez a diferença. O grupo existe desde 1998 e já lançou dois discos, os ótimos “Idem” e “EP”. É difícil definir o tipo de som que fazem, uma mistura de Los Hermanos com Chico Science e pitadas de rock Brasil. Enfim, tem de escutar. O site deles tem músicas, vídeos e mais informação. Abaixo tem uma amostra grátis: a faixa “Copacabana”.

Carnaval no Peru February 2, 2008

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diablos_rioja.jpgO carnaval chegou e aqui em Lima, não fosse pela Globo Internacional transmitir os desfiles, a gente nem ia sentir. Fica parecendo que não existe carnaval no Peru, o que está longe da verdade. É um fato que em Lima não tem bloco, desfile de rua, nem gente fantasiada. O máximo é a molecada molhando com água, ou outros líquidos menos nobres, os transeuntes inadvertidos. Geralmente enchem um saco ou um balão de inflar com o líquido e jogam na pessoa. Isso muitas vezes acaba gerando confusão e brigas, lembrando muito os “entrudos” do Rio de Janeiro colonial. Mas, como ia dizendo, o Peru tem uma rica e interessante tradição carnavalesca, muito diferente da nossa, e que vale a pena conhecer. A seguir um pouco de três principais tradições: de Cajamarca, Ayacucho e da região amazônica.

Carnaval em Ayacucho
A cidade de Ayacucho fica no sul do Peru, na região andina, a 2.700 metros de altitude, e fica no departamento de mesmo nome que é o mais pobre do país e o que mais sofreu nos anos de atuação da guerrilha do Sendero Luminoso. A mistura de tradições trazidas pelos colonizadores espanhóis com as herdadas dos habitantes originais (incluindo as provenientes do império inca) criou um clima de celebração, música e danças que são praticamente desconhecidas no Brasil. As celebrações ayacuchanas têm muita cor e começam na quinta-feira anterior ao carnaval, com os ensaios das bandas de música e grupos de dança (chamados de “comparsas”). (more…)

Piu-Piu de Marapendi January 27, 2008

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Outro dia veio na minha cabeça a lembrança do “Piu-Piu de Marapendi”, um personagem clássico do começo dos anos 80 criado pela dupla de locutores da Rádio Cidade Romilson Luiz e Eládio Sandoval. Eles resolveram dar uma sacaneada na Blitz, que estava estourando nas paradas com o hit “Você não soube me amar”. Daí criaram uma paródia “Eu hoje vou me dar bem”. Eu me lembro que ouvia a música na Rádio Cidade e caia na gargalhada. Não só eu, como todo mundo. Tanto que eles gravaram esta e outra s pérolas em três compactos, que hoje fazem a delícia dos colecionadores e saudosistas. Graças à internet, é possível compartilhar este pedaço da minha memória afetiva do começo da adolescência com todo mundo. com vocês,  Piu-Piu de Marapendi - Eu hoje vou me dar bem

Tecnobrega e Perreo January 16, 2008

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A cada vez que volto ao Brasil aproveito para comprar duas das que considero as melhores revistas do país ultimamente: Rolling Stones e Piauí. Cada uma no seu estilo, acho que representam o que há de mais interessante e diverso no no jornalismo brasileiro atual. A Rolling Stone de janeiro está particularmente interessante, com um conjunto de análises sobre os cinco anos de Lula no poder, um texto sobre minas terrestres na América Latina e uma reportagem excelente, assinada por Vladimir Cunha, sobre o tecnobrega, “versão rasteira e eletrônica da música brega dos anos 70 e 80, envenenada com loops de bateria e efeitos sonoros”. Até jogos eletrônicos, como Mortal Kombat, entram na jogada.

Segundo a revista, o tecnobrega é sucesso absoluto entre os jovens pobres nas periferias paraenses e alimenta toda uma indústria invisível de produtores e DJs de fundo de quintal, CDs piratas e shows movidos a luz potente, efeitos especiais, som no limite da insanidade a uma disputa acirrada entre as equipes musicais. Um dos clássicos absolutos do tecnobrega é a música “Chupa Paula”, escrita por Marlon Branco (!!), cuja inacreditável letra  tem os seguintes versos singelos no seu refrão: “Chupa chupa paula / Mete o pau e mete a máquina / Chupa safadinha e vem pra cá vem dançar”. A letra completa está aqui. E a música pode ser escutada aí embaixo.

 Dj Rubensâ„¢ - Chupa Paula

Este movimento musical do Pará me lembra muito outro ritmo que alucina os bailes de periferia de grande parte das cidades em vários países latino-americanos. É o “perreo”, uma variante do “reggaeton”, que lota os salões com jovens dançando de forma sensual (e sexual), deixando os críticos, pais de família e religiosos de cabelo em pé. Assim como o funk carioca, o perreo já deixou a periferia e é dançado até em festas de classe média branca. O nome da dança se refere ao fato de que os dançarinos imitam a posição sexual do cachorros (perros, em espanhol) com a mulher inclinando o corpo até ficar de quatro e esfregando-se no parceiro.

Em outra semelhança com o funk e o tecnobrega, o reggaeton/perreo mobiliza uma enorme indústria invisível de CDs piratas, shows lotados por milhares de jovens de ´periferia, artistas que despontam para o anonimato na mesma velocidade em que seus sucessos nascem, são escutados, dançados e esquecidos na estação seguinte.

Para dar um saber do perreo a quem não o conhece, escutem abaixo um clássico de K Mill chamado Mételo Perreo:

 K Mill - Métele Perreo

No YouTube tem vários vídeos mostrando o um baile típico de perreo. Vejam um abaixo. É isso mesmo que vocês vão ver. Já vi gente dançando mais ou menos asim (mas menos radical) até em festa de empresa.

Nossas histórias December 11, 2007

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logo_sm.gifA Google anunciou no último dia 7/12 uma interessantíssima parceria com o Unicef e iniciativa “One Laptop per Child (OLPC)” para criar, promover e manter o projeto “Our Stories”. É um website que pretende ser o repositório de histórias pessoais de vida de qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo e em qualquer língua. Mais ou menos o que já faz o Museu da Pessoa, no Brasil, mas em escala global. Aliás, o Museu da Pessoa é uma das fontes para as histórias inicias em português que se pode escutar no site.

No material de divulgação do projeto, a equipe do Google explica que ao mesmo tempo em que as histórias recolhidas são muito pessoais, existe uma linha comum de amor e perda, luta contra adversidade e triunfos. Ou seja, que ao escutar a história de outras pessoas, podemos apreciar mais nossa “humanidade comum” e sentir como as histórias e vidas de todos e todas, de qualquer lugar do mundo, importam e, no fundo, são parecidas. (more…)

Lima continua “movida” December 6, 2007

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Um forte tremor sacudiu Lima esta noite (às 20:40) com intensidade de 5.8 graus Richter. Despertou imediatamente a lembrança do terremoto de agosto. O epicentro foi perto de Pisco, que ainda nem se recuperou direito do terremoto que arrasou a cidade. O tremor começou fraco e foi crescendo, mas logo parou. De qualquer jeito foi o suficiente para mexer aqui o edifício todo. Mas já estamos escaldados. Foi só respirar fundo e seguir para o jantar, num restaurante bem legal aqui de Lima. Ainda bem, porque a comida e a conversa estavam muito boas. É isso aí, depois do primeiro terremoto, o resto é fichinha.

Tarde em Barranco December 2, 2007

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O sol finalmente volta a brilhar em Lima, deixando as tardes de domingo ótimas para um passeio em lugares legais como Barranco, o bairro boêmio limenho, que lembra muito Santa Teresa, no Rio, ou Vila Madalena, em Sampa. Abaixo, algumas fotos desta tarde. Aqui, umas fotos que havia tirado em outro passeio por Barranco.

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