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O bem que se quis, em italiano… April 27, 2008

Postado por tordesilhas em : Cultura , 2comentários

O Tordesilhas anda meio abandonado, reconheço… Tenho andado meio atolado e acabo de regressar de uma interessantíssima viagem a Colômbia. Sobre isso vou escrever mais durante a semana. Enquanto isso, deixo a dica que redescobri fuçando a internet esta semana: o músico italiano Pino Daniele. Ele não é muito conhecido no Brasil, mas tem muita ligação com a musica brasileira. Em meados doas anos 80 ele fundou um grupo do qual fazia parte o Naná Vasconcelos. Mais do isto, foi ele que escreveu a clássica “E pó che fa”… Para quem não liga o nome à pessoa, esta é a versão original de “O bem que se quis”, cuja letra em português foi escrita por Nelson Motta. Na voz da Marisa Monte, a música é o clássico que todo mundo conhece. Mas confesso que eu prefiro a versão original. O Pino Daniele dá uma interpretação mais suingada à música, que a deixa ainda moderna, apesar de ter mais de 25 anos de gravada. A música faz parte do disco “Bella ‘mbriana”, de 1982, que pode ser encontrado para download fuçando pela internet. Recomendo, porque o disco todo é muito bom. Para dar um gostinho, deixo abaixo “E pó che fa”… Espero que curtam.

Sem comentários… April 12, 2008

Postado por tordesilhas em : Política , 2comentários

Charge publicada no sempre ótimo blog do Gravatá.

Passado que condena April 2, 2008

Postado por tordesilhas em : Geral , 6comentários

Outro dia li uma entrevista com o caricaturista Angeli na qual ele conta como tomou horror à escola na época em que o diretor era um general que obrigava os alunos a fazer aquelas coisas de “Sete de Setembro”, tipo “cantar o hino nacional com a mão no peito” e por aí vai. Isso me lembrou um episódio pouco edificante dos meus tempos de aluno do ginásio, já nos estertores da ditadura militar, ainda antes do Sarney, portanto.

A ditadura estava agonizante, mas não havia acabado. Como eu estudava em escola pública ainda era normal a tradição de enfileirar as turmas de alunos todas as manhãs para assistir o hasteamento da bandeira e cantar o Hino Nacional, o da Independência, o da República e até o do Rio de Janeiro, com seu ritmo de samba e tudo.

Também era motivo de orgulho ser escolhido para fazer parte do “Pelotão da Bandeira”, que tinha a honra de levar a Bandeira Nacional, a do estado, a da cidade e a da escola nas cerimônias públicas. Reconheço que cheguei a fazer parte do pelotão e me senti orgulhoso na cerimônia em que todo o colégio era reunido para assistir a passagem dos “emblemas” do pelotão (braçadeira azul celeste e luvas brancas) dos membros antigos para os novos. Era um evento público, envolvendo todos os alunos e os pais e parentes, na época das festividades do Dia da Bandeira, em outubro. (more…)