São Paulo ainda vai parar! March 11, 2008
Postado por tordesilhas em : Brasil , trackback
Já estou de volta ao Peru depois de um périplo de duas semanas pelo nordeste brasileiro, que rendeu boas fotos e histórias, os quais logo vou postar aqui no blog. Por agora, apenas um retrato cabal da loucura em que está se transformando o trânsito de São Paulo, de onde peguei o avião para Lima. Eu passei por Sampa apenas dois dias, na volta de Recife, e para facilitar a vida tinha deixado a minha mala no serviço de Malex do aeroporto de Guarulhos.
Todos os dias eu via nos telejornais reportagens sobre os cada vez mais longos engarrafamentos da cidade. Por isso mesmo decidi sair da casa do meu cunhado, na Mooca, onde estava ficando, para o aeroporto de Guarulhos, com mais de 3 horas de antecipação (e isso que eu já havia feito o checkin online). Pois bem, claro que não adiantou nada. Fiquei retido num desses engarrafamentos-monstro, que fazem a delícia dos repórteres aéreos das TVs.
O trânsito simplesmente não andava, ou melhor, andava a passa de tartaruga. Eu via os minutos passando com um crescente desespero. Olhava para frente e a fila de veículos era interminável. As minhas três horas se passavam e eu já antecipava que iria perder o vôo. Acabei chegando exatamente às 19:00, quando devia estar na sala de embarque às 19:20.
Para não perder o vôo, simplesmente resolvi deixar a minha mala no serviço de Malex; não teria tempo de ir recolhê-la. Esta tarefa vai sobrar para o cunhadão (que, afinal, é parente!). Viajei apenas com a bagagem de mão, mas cheguei.
A minha mala, com toda a minha roupa, sapatos, materiais de leitura e até o presente do Mateus? Essa, só da próxima vez que voltar para o Brasil. Dessa vez, serei mais cuidadoso e sairei para o aeroporto com 5 horas de antecipação! Isso é São Paulo.

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Pois é, Renato, e eu nasci e moro aqui! Já temos, segundo as últimas estatísticas, duas pessoas pra cada carro. Eu faço a minha parte. Já fazem oito anos que só ando de ônibus. Mas é muito difícil. Já cansei de fazer km a pé, quando nem os ônibus se mexem. Lembro de um livro do Loyola brandão que mostra isso: um engarrafamento final. Aquele que todo mundo largou os carros onde estavam e nunca mais voltou. Pessoas foram morar nos carros, o mato tomou conta, por aí…Estamos prestes a chegar lá. e o pior de tudo é que só tem uma pessoa dentro de cada carro! Mais do que um povo de quatro rodas, parece um povo de quatro patas