Um dia mais na frente de guerra February 18, 2008
Postado por tordesilhas em : Brasil , deixe teu comentário
“Em termos de imagem não rendeu grande coisa”. Esta é a frase lapidar com a qual o foto-jornalista Severino Silva, de O Dia, se despede do correspondente do jornal britânico The Guardian que o acompanhou em uma batida do BOPE no Morro da Pedreira, no Rio de Janeiro. O objetivo era constatar se a rotina dos jornalistas que cobrem a violência carioca é similar à de um correspondente de guerra. E a julgar pela reportagem e pelas imagens que estão no site do Guardian (ver aqui) é muito parecido. O uso de jaleco anti-balas é padrão para todos os jornalistas. A adrenalina de acompanhar os policiais enquanto entram armados nas vielas das favelas, ao mesmo tempo em que pipocam tiros de todos os lados, não deve ser muito diferente das ações semelhantes no Iraque, por exemplo. O lamento expressado por Severino Silva no começo deste texto é de que apesar de informações de que havia quatro traficantes mortos, não foi possível ver nenhum corpo e a ação mesma tinha sido relativamente tranqüila, comparada com outros dias. Muito tranqüila para alguém que no ano passado ficou retido 10 horas no Complexo do Alemão cobrindo o tiroteio entre policiais e traficantes que deixou 19 mortos.
