Piu-Piu de Marapendi January 27, 2008
Postado por tordesilhas em : Cultura , 1 comentário até agoraOutro dia veio na minha cabeça a lembrança do “Piu-Piu de Marapendi”, um personagem clássico do começo dos anos 80 criado pela dupla de locutores da Rádio Cidade Romilson Luiz e Eládio Sandoval. Eles resolveram dar uma sacaneada na Blitz, que estava estourando nas paradas com o hit “Você não soube me amar”. Daí criaram uma paródia “Eu hoje vou me dar bem”. Eu me lembro que ouvia a música na Rádio Cidade e caia na gargalhada. Não só eu, como todo mundo. Tanto que eles gravaram esta e outra s pérolas em três compactos, que hoje fazem a delícia dos colecionadores e saudosistas. Graças à internet, é possível compartilhar este pedaço da minha memória afetiva do começo da adolescência com todo mundo. com vocês, Piu-Piu de Marapendi - Eu hoje vou me dar bem
Último riso January 24, 2008
Postado por tordesilhas em : Geral , 3comentários
A morte do ator Heath Ledger chocou meio mundo. O cara era talentoso, boa praça, com carreira ascendente. Ninguém sabe exatamente o que causou sua morte e as especulações voam alto. Além disso, tem as inevitáveis comparações com James Dean e Brando Lee, ambos também mortos em momentos importantes de suas respectivas carreiras e em plena pós-producao de filmes que seguramente seriam os melhores deles até então. No caso de Heath Ledger já havia toda uma expectativa montada sobre a sua performance como o Coringa na mais recente produção sobre o Batman, “The Dark Knight”. O próprio diretor do filme, Christopher Nolan, disse várias vezes que a interpretação de Ledger seria antológica, inclusive melhor do que a do Jack Nicholson, de alguns anos atrás. A especulação agora é o que Warner vai ter de mudar sua estratégia de marketing, que estava baseada justamente no Coringa de Ledger. A incrível foto ao lado é uma das peças desta campanha, mas agora soa quase irônica. (more…)
Tecnobrega e Perreo January 16, 2008
Postado por tordesilhas em : Cultura , 1 comentário até agoraA cada vez que volto ao Brasil aproveito para comprar duas das que considero as melhores revistas do país ultimamente: Rolling Stones e Piauí. Cada uma no seu estilo, acho que representam o que há de mais interessante e diverso no no jornalismo brasileiro atual. A Rolling Stone de janeiro está particularmente interessante, com um conjunto de análises sobre os cinco anos de Lula no poder, um texto sobre minas terrestres na América Latina e uma reportagem excelente, assinada por Vladimir Cunha, sobre o tecnobrega, “versão rasteira e eletrônica da música brega dos anos 70 e 80, envenenada com loops de bateria e efeitos sonoros”. Até jogos eletrônicos, como Mortal Kombat, entram na jogada.
Segundo a revista, o tecnobrega é sucesso absoluto entre os jovens pobres nas periferias paraenses e alimenta toda uma indústria invisível de produtores e DJs de fundo de quintal, CDs piratas e shows movidos a luz potente, efeitos especiais, som no limite da insanidade a uma disputa acirrada entre as equipes musicais. Um dos clássicos absolutos do tecnobrega é a música “Chupa Paula”, escrita por Marlon Branco (!!), cuja inacreditável letra tem os seguintes versos singelos no seu refrão: “Chupa chupa paula / Mete o pau e mete a máquina / Chupa safadinha e vem pra cá vem dançar”. A letra completa está aqui. E a música pode ser escutada aí embaixo.
Este movimento musical do Pará me lembra muito outro ritmo que alucina os bailes de periferia de grande parte das cidades em vários países latino-americanos. É o “perreo”, uma variante do “reggaeton”, que lota os salões com jovens dançando de forma sensual (e sexual), deixando os críticos, pais de família e religiosos de cabelo em pé. Assim como o funk carioca, o perreo já deixou a periferia e é dançado até em festas de classe média branca. O nome da dança se refere ao fato de que os dançarinos imitam a posição sexual do cachorros (perros, em espanhol) com a mulher inclinando o corpo até ficar de quatro e esfregando-se no parceiro.
Em outra semelhança com o funk e o tecnobrega, o reggaeton/perreo mobiliza uma enorme indústria invisível de CDs piratas, shows lotados por milhares de jovens de ´periferia, artistas que despontam para o anonimato na mesma velocidade em que seus sucessos nascem, são escutados, dançados e esquecidos na estação seguinte.
Para dar um saber do perreo a quem não o conhece, escutem abaixo um clássico de K Mill chamado Mételo Perreo:
No YouTube tem vários vídeos mostrando o um baile típico de perreo. Vejam um abaixo. É isso mesmo que vocês vão ver. Já vi gente dançando mais ou menos asim (mas menos radical) até em festa de empresa.
