Ainda a Argentina… July 17, 2007
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Outro dia Vanessa e eu estávamos passeando por Barranco, um bairro tradicional de Lima, onde se concentram artistas, jornalistas, “mudernos” e notívagos de todo tipo entre suas ruas e casas de estilo colonial. Tem até uma seqüência de fotos que tirei em um passeio anterior e que podem ser vistas aqui. Pois bem, entramos em uma loja de roupas meio pós-moderna, administrada por jovens desenhadores argentinos, e enquanto víamos as criações, chamou a minha atenção uma música fantástica que tocava no sistema de som. Perguntei e me informaram que se tratava de uma banda Argentina chamada “Pequeña Orquestra Reincidentes”. Fazem um som tradicional e moderno ao mesmo tempo, misturando diferentes ritmos e instrumentos, fundindo o tango com o pop. Ou seja, do cacete. Consegui já dois CDs deles e, para compensar a minha maledicente nota anterior sobre o resultado da Copa América, posso garantir que valem cada centavo (ou tempo de conexão na Internet). Para dar uma palhinha, deixo abaixo a ótima “El Portugués”, quarta faixa do CD “Pequeña Orquestra Reincidentes”, lançado em 2000. Também deixei a bela letra da música mais abaixo.
El portugués
As te vas, as nos va
así me voy como el portugués
rumbo al oeste con el primer sol
sale mi piel y después voy yo
Será un señuelo? Será una voz?
O será el viento que viene al ir?
Las calles se mueven si te movés
pa’ descansar me he de morir
¿Quien es libre?
si el pasado es vicio pa’ escapar
¿Quién es libre?
si es el mismo envión que hace regresar
Gaviota llena de basural
vuela a buscarse otro jardín.
tengo un espejo pa’ encandilar
siempre es mejor no hablar de mí.
No traigo huella, la borra el mar
siempre al oeste, como el portugués
Cuanto más me alejo de mi ciudad
el paisaje vuelve a mostrarse igual
¿Quien es libre?
si el pasado es vicio pa’ escapar
¿Quin es libre?
si es el mismo envión que hace regresar
Ganhar da Argentina é bom demais… July 16, 2007
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Capa do jornal argentino Olé, que sempre que pode dá uma sacaneada no Brasil. Desta vez não tiveram outra alternativa que reconhecer a superioridade do Brasil na partida final da Copa América, apesar da campanha pouco mais de medíocre no torneio como um todo. Vale a alegria de ganhar sobre nuestros hemanos porteños.
A dança do siri July 13, 2007
Postado por tordesilhas em : Geral , 1 comentário até agoraGuerrilha semiológica, happening ou esculhambação pura e simples? O pessoal do programa “Pânico na TV” está tirando a diretoria da Globo do sério com a “dança do siri”. O que está acontecendo é que a turma do Pânico está oferecendo prêmios para quem mandar uma gravação na qual apareça fazendo a tal dança por trás das câmeras da Globo enquanto os jornalistas fazem reportagens ao vivo na rua. Esta “intervenção semiótica” já invadiu reportagens do Jornal Nacional, SPTV e Jornal Hoje. Parece que a coisa anda tão séria que em uma festa recente para o lançamento da novela Sete Pecados, organizada pela Globo dentro do Second Life, os participantes que fizeram a dança foram imediatamente expulsos. A Globo nega que pretenda processar o Pânico na TV, mas certamente deve esta muito irritada com esta “brincadeira”, que já está virando uma febre. Mas afinal o que é a tal dança do siri? Bom, só vendo mesmo uma das “intervenções” para se ter uma idéia. Aí embaixo tem um vídeo do YouTube com a dança do Siri interpretada ao vivo em pleno Jornal Nacional. Nem a Sandra Annemberg conseguiu segurar o riso.
Ensaio sobre a lucidez July 9, 2007
Postado por tordesilhas em : Cultura , deixe teu comentário¿Cómo ve el resurgir de la izquierda en países de América Latina?
Hoy no veo nada más estúpido que la izquierda. Sufre de una especie de tentación maligna que es la fragmentación. Unos enfrentados a otros, por grupos, por partidos, por opciones. Viven en medio de confusión porque están conscientes de que el poder se les escapó. Hay una tentación autoritaria en muchos. De los ideales no queda nada.
Trecho da excelente entrevista que José Saramago deu ao jornal colombiano El Tiempo. Ele esteve em Bogotá para dar uma palestra intitulada “O Livro como Instrumento para a Paz”. Sua conclusão: “El libro, tomado como símbolo, puede contribuir. Pero tengo algunas dudas sobre esa afirmación tan rotunda. Los seres humanos somos muy complicados. Puede ocurrir que un torturador llegue a su casa y se ponga a leer. No podemos olvidar que los libros no son todos inocentes. Sería estupendo que nos llevaran a la paz. Si así fuera, la humanidad ya estaría salvada.”
A entrevista completa pode – e merece – ser lida aqui.
Bobeei, dancei… July 7, 2007
Postado por tordesilhas em : Geral , 3comentáriosHoje fui vítima pela segunda vez das mãos mágicas dos punguistas de Lima. São profissionais que têm uma capacidade incrível de te furtar sem você perceber absolutamente nada. O lance foi bem prosaico: estávamos Vanessa, Mateus e eu andando em uma calcada movimentada de Miraflores quando chegou perto uma mulher com jeito de bêbada pedindo para que eu a ajudasse comprando umas balas. Ficou balançando o saco de balas na minha cara enquanto eu tentava me esquivar. Eu me livrei dela , seguimos caminhando e paramos em uma lanchonete para fazer uma boquinha. Aí percebi que estava sem o meu celular. Voltamos para o carro com a esperança de que tivesse esquecido o aparelho lá. Vã esperança. Tinha sido “limpado” na maior, como em um passe de mágica.
Não foi a primeira vez que fui vítima destes artistas. Uma outra vez estava almoçando com o meu chefe e na hora em que eu ia pagar a conta, já com a minha carteira na mão, entrou uma mulher aparentando estar bêbada e fazendo um escândalo. O segurança do restaurante chegou junto para retirá-la, houve aquele tumulto, ela ficou perto da minha mesa, foi arrastada para fora e junto levou a minha carteira. Uma ação tipo mandrake. Tudo não durou nem um minuto, a carteira estava ali na minha frente e de repente tinha sumido. Na minha cara. Não posso deixar de admirar a perícia desse pessoal. São artistas mesmo.
Claro, isso não impede que eu fico muito puto comigo mesmo por me deixar furtar tão facilmente. Fico me sentindo um imbecil. Imagino a cara do ladrão rindo da minha estupidez e ainda fazendo uma graninha mole com o meu celular. Depois fico pensando que pelo menos não houve violência. Por menos do que isso, às vezes por um par de tênis velhos, se mata no Rio de Janeiro. Em Lima existe uma violência urbana, como qualquer grande metrópole, mas ainda não se compara à do Brasil. Agora é aturar o prejuízo, engolir o orgulho ferido, comprar um celular novo, e ficar mais esperto.
