Coisa de gênio! November 29, 2006
Postado por tordesilhas em : Esportes , 3comentários
A bicicleta genial do Ronaldinho na vitória do Barcelona contra o Villareal continua encantando o mundo. A ESPN fez uma montagem com as imagens do gol narradas em seis idiomas. Muito legal O vídeo está aqui.
Saí do limbo! November 27, 2006
Postado por tordesilhas em : Geral , 2comentáriosO Tordesilhas voltou da terra dos mortos-vivos! Espero que não tenha perdido definitivamente os meus 17 fiéis leitores. Não se preocupe, Tiago, que o problema não era com o seu PC. A culpa foi minha mesmo porque me esqueci de pagar a renovação do domínio e quando me lembrei, já havia sido suspendido. Fiz o pagamento imediatamente mas entrei na roda-viva do ICANN, que controla o registro dos domínios baseados nos Estados Unidos. Tive de esperar seis dias e trocar muitos emails com a empresa que administra o meu domínio. Sem contar a angústia de me
ver de repente fora do admirável mundo novo da blogosfera e do convívio com meus amigos virtuais. Como aqui em Lima já está muito tarde vou deixar para escrever algo relevante logo mais. Por enquanto, para premiar a paciência de vocês e comemorar com atraso o dia da consciência negra, deixo a seguir para a sua curtição “Mandamentos Black” do genial Gersom King Combo. Tecle aqui para ouvir.
Sin tetas no hay paraiso November 14, 2006
Postado por tordesilhas em : Cultura, Mídia , 3comentários
A Colômbia não deixa de surpreender. O mais recente sucesso de televisão local foi uma minissérie chamada “Sin tetas no hay paraíso”. O título é provocativo mesmo e reproduz o título do livro, escrito por Gustavo Bolívar, no qual o autor documenta o submundo das mulheres de Pereira (mas poderia ser Cali ou Medellin) que fazem qualquer coisa para turbinar seus corpos, principalmente implantando silicone nos seios, como uma maneira de subir na vida.
O mais comum, segundo o autor (que também assina o roteiro da minissérie), é que elas se envolvam com traficantes, chamados de “traquetos”, para conseguir suas tão sonhadas “tetas” siliconadas. É a história de duas destas mulheres que ele conta em seu livro, que acabou sendo levado às telinhas colombianas no melhor estilo “TV-verdade”.
A série de TV abusou de imagens cruas, tanto das operações feitas por qualquer aprendiz de cirurgião, até nas cenas de sexo e orgias regadas a muita droga, bebida e violência entre os traficantes e suas candidatas a “bombom”, como são chamadas as mulheres com corpos turbinados.
Segundo Gustavo Bolívar a idéia do livro surgiu quando ele entrevistou duas mulheres da região colombiana de Pereira que lhe contaram detalhadamente suas sagas pessoais para conseguir os recursos para botar o silicone. O caso é que ter o corpo perfeito era – e é – praticamente o único caminho para as mulheres, sobretudo as mais pobres, de subir na vida. Então elas passam praticamente 24 horas por dia pensando em como conseguir o dinheiro necessário. O caminho mais curto acaba sendo o de envolver-se com os narcotraficantes que, como se pode imaginar, têm uma predileção especial por este tipo de mulher.
“Sin tetas no hay paraíso” era cheia de tramas e subtramas, como um bom dramalhão noveleiro, mas tem também bastante ação, sexo, drogas e rockenrol. Talvez por isso tenha estreado já com picos de audiência, apesar do horário em que foi exibida (depois das 22hs).
Tentar resumir a trama é difícil, mas vou tentar. A personagem principal, Catalina, é bonita, mas pobre. Ela alimenta sonhos de subir na vida e sabe que a maneira mais rápida é arrumando um namorado traficante. O problema é que ela, apesar de bonita, tem os seios de tamanho normal, ou seja, fora dos padrões estéticos vigentes.
Ela não tem grana para bancar uma operação e “entrega a virgindade” a um médico para que ele lhe ponha o tão sonhado silicone. A partir daí finalmente consegue conquistar a atenção de um conhecido narcotraficante com quem acaba se casando. Ela entra na roda viva de luxo e opulência que o trafico oferece, mas nunca se esquece de seu antigo namorado, que mantém agora um caso com a mãe dela.
Complicado? Pois o autor garante que conheceu a verdadeira Catalina e que todas as histórias que conta ele ouviu durante as investigações para o livro que originou a série de televisão. Não duvido, ainda mais conhecendo a Colômbia, onde a beleza física montada e moldada em uma mesa de operação é hiper valorizada.
Aliás, me disseram que em Cali a situação chegou a tal ponto de mortes e mutilações por operações mal feitas por pseudo-cirurgiões que a prefeitura teve de criar um serviço especial nos hospitais públicos para oferecer operações plásticas, principalmente enxerto de silicone nos seios, a baixo custo. Virou um caso de saúde pública já que é mais barato botar silicone do que cobrir os custos com as conseqüências de operações mal feitas.
O sucesso de “Sin tetas no hay paraiso” foi tanto que a novela já está sendo exportada para vários países da América Latina. Será que o Silvio Santos vai comprar?
Poesia republicana November 13, 2006
Postado por tordesilhas em : Geral , 1 comentário até agoraDica imperdível dada pelo pessoal do Sofá Verde: a revista eletrônica Slate transformou em poesia algumas das pérolas ditas pelo ex-secretário da defesa Donald Rumsfeld em suas entrevistas coletivas. A compilação completa está aqui. Abaixo uma amostra que já virou histórica:
The Unknown
As we know,
There are known knowns.
There are things we know we know.
We also know
There are known unknowns.
That is to say
We know there are some things
We do not know.
But there are also unknown unknowns,
The ones we don’t know
We don’t know.
É isso aí… November 11, 2006
Postado por tordesilhas em : Geral , deixe teu comentárioEssa pérola da cafajestice veio do Malvados. Não dava para perder esta piada…

Desastre anunciado November 10, 2006
Postado por tordesilhas em : Geral , deixe teu comentárioO nevado Huascarán é um dos mais significativos dos Andes peruanos. Com sues quase 6.800 metros de altura, domina a chamada “Cordilheira Branca” com seu pico coberto de neves eternas. É a montanha mais alta do Peru. Pois bem, segundo um relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente em alguns anos as “neves eternas” podem desaparecer graças ao aquecimento global. Se isto chega a acontecer, o desastre não será apenas para o turismo. As populações que vivem ao seu redor sofrerão tremendamente com o degelo rápido e o conseqüente aumento dos níveis dos rios, em um primeiro momento. A longo prazo, o fim da neve no pico da montanha fará desaparecer a principal fonte de água potável a qual as populações locais têm acesso para consumo, dar de beber a seus animais e irrigar suas plantações.
Mais um desastre anunciado em conseqüência do aquecimento global. Será que a vitória dos democratas servirá para mudar finalmente o comportamento do governo americano com relação ao tema?
Os suspeitos de sempre November 5, 2006
Postado por tordesilhas em : Política , 7comentáriosEsta semana, o Congresso do Peru aprovou uma lei que dá poder a uma agência governamental chamada APCI (Agência Peruana de Cooperação Internacional) - ligada ao Ministério das Relações Exteriores – de controlar a maneira como as ONGs nacionais e as agencias de cooperação internacional, tanto públicas como privadas, manejam seus programas e recursos no país.
No limite, a APCI terá o poder de anular o registro de uma ONG se julgar que ela está promovendo “atividades políticas” que afetem a “ordem pública” ou ações que de alguma maneira afetem propriedades públicas ou privadas. Uma lei desenhada na medida para “enquadrar” as ONGs cuja atuação incomode o governo da vez.
Se o presidente Alan Garcia promulgar a nova legislação, o Peru vai se juntar à Venezuela e à Rússia no time dos paises que usam medidas semelhantes para calar as vozes incômodas que vêm da sociedade civil.
A aprovação desta lei pelo Congresso é a culminação de uma campanha sistemática de demonização das ONGs desenvolvida nos últimos três anos por setores ultra-conservadores da mídia, do mundo político e empresarial, especialmente das empresas ligadas às atividades mineiras e de exploração de petróleo e gás.
A campanha junta no mesmo saco gatos escaldados nas violações de direitos humanos (ligados tanto ao ex-presidente Fujimori como ao APRA) e empresas de mineração, que têm sido alvo constante de mobilizações de comunidades insatisfeitas com o impacto sobre o meio ambiente da extração de recursos minerais.
Estes setores conservadores enxergam nas ONGs os verdadeiros “manipuladores” por trás das mobilizações da sociedade civil em favor do esclarecimento dos casos de violações de direitos humanos, que vêm acontecendo desde o primeiro mandato de Alan Garcia, e das mobilizações de comunidades afetadas por atividades de mineração.
A acusação geral é que estas ONGs estariam atentando contra a estabilidade do país e afetando os investimentos estrangeiros. Também se soma a isto, a acusação de que as organizações não governamentais seriam pouco transparentes e que não usariam os recursos que recebem da cooperação internacional para combater a pobreza e sim para pagar altos salários.
Estas acusações são rechaçadas tanto pelas ONGs como pelas agencias de cooperação internacional, que lembram que a legislação peruana já conta com diversos instrumentos para acompanhar e punir as organizações que atentem contra a lei e utilizem os recursos de maneira incorreta. Sem que falar que, geralmente, as agências financiadores têm mecanismos de controle sobre seus financiamentos mais radicais que os exigidos pelo próprio governo.
Esta tentativa de colocar uma mordaça nas ONGs incômodas nasceu no Congresso anterior mas foi vetada pelo então presidente Alejandro Toledo. A lei ficou adormecendo no Legislativo até que este novo Congresso encontrou uma conjunção favorável e sui generis entre o partido governante, o APRA (de origem esquerdista, mas que hoje é uma espécie de PMBD), o grupo de parlamentares ligados ao ex-presidente Fujimori e a Unidad Nacional (partido fortemente vinculado ao setor empresarial). Este grupo reviveu a lei vetada anteriormente, aprofundando seu caráter anti-ONG e conseguindo sua aprovação em tempo recorde.
O que une este grupo aparentemente tão díspar?
Tanto Alan Garcia como Fujimori são acusados de violações dos direitos humanos. Ambos têm de responder até hoje por diversos massacres e assassinatos seletivos cometidos principalmente na luta contra o terrorismo do Sendero Luminoso.
Já as empresas de mineração, a principal força econômica do país, sofrem um questionamento crescente pelo impacto de suas explorações sobre as comunidades.
A aprovação da lei de controle das ONGs gerou uma reação forte por parte das organizações não governamentais e setores mais liberais da imprensa peruana, que apontam para o seu caráter claramente ditatorial.
A batata quente está agora nas mãos de Alan Garcia, que terá de decidir se assina ou veta a nova lei. Seu caráter inconstitucional já foi denunciado por juristas e parlamentares da oposição e provavelmente o assunto vai acabar parando no Tribunal Constitucional, equivalente ao nosso Supremo Tribunal federal.
O certo é que as ONGs e qualquer organização que se dedique a questionar o governo ou as empresas terá uma vida muito difícil no mandato de Alan Garcia, que acabou de completar 100 dias no poder.
Dois pesos, duas medidas November 2, 2006
Postado por tordesilhas em : Política , 11comentáriosEnquanto toda a mídia resolve fechar-se em copas em defesa da liberdade de imprensa no episódio mal explicado do suposto achaque aos jornalistas da Veja pela Polícia Federal, um caso realmente grave de cerceamento à liberdade de pensamento segue ainda pouco comentado. E desconfio de que neste caso a grande mídia não vai ter a mesma solidariedade. Trata-se da condenação em primeira instância por injúria que sofreu o sociólogo Emir Sader por haver chamado o senador Jorge Bornhausen de “racista” em um artigo publicado no site Carta Maior. Sader foi condenado a um ano de prisão e a perder o cargo de Coordenador de Políticas Públicas do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas do Departamento de Ciências Sociais da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ). Uma decisão tão absurda e injusta que realmente cheira a cerceamento da liberdade de expressão. Será que a Veja e o resto da grande imprensa vai levantar alto a voz para denunciar este caso? Duvido. Afinal o Emir Sader está “do outro lado” e apesar de ser um crítico do governo Lula, é um crítico maior do stablishment. A história toda está aqui.
