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Lula, o pequeno burguês October 31, 2006

Postado por tordesilhas em : Política , 2comentários

vice_gov_claudio150x200.jpgEstou ficando fã de carteirinha do Mr. Burns tupiniquim, o governador de São Paulo Claudio Lembo, o grilo falante da “burguesia branca” nacional - ok, pelo menos da paulista. O Noblat publica trechos da entrevista que o governador concedeu para o Estadão. Veja abaixo. Imperdível.

(Lula) “é um pequeno burguês, apenas isso”

Como o senhor avalia o resultado da eleição presidencial?
Não fiquei surpreso com o resultado. O mundo vive uma onda pelo social. Até o Prêmio Nobel foi para um economista que melhora a renda dos mais pobres. (…) Então sempre me pareceu óbvio que, no Brasil, seria eleito o candidato que representa essa onda, o Lula.

Mas é assim tão simples?
É. São Paulo tem 2.979 favelas. Essa gente sofre e precisa desabafar. Você acha que eles iriam votar em quem?

E o resultado de Geraldo Alckmin nesta eleição?
Acho que ele foi muito bem. Eu nem imaginava que fosse chegar ao segundo turno. Também venceu a eleição em sete Estados, enquanto em 2002 o José Serra ganhou em apenas um. O Geraldo chegou até onde chegou por méritos próprios. Não teve ajuda de ninguém. Nem minha.

O senhor não viu nada de errado na campanha dele?
Ele era o bom moço que toda sogra queria como genro. Mas depois daquele debate (o primeiro com Lula, na TV Bandeirantes), em que foi muito agressivo, virou um genro como outro qualquer. Minha impressão é que, num determinado momento, Geraldo não sabia mais o que era.

O senhor acha que um segundo governo do presidente Lula pode ser um risco para o País?
Você sabe que muitos empresários vivem pedindo para eu dizer isso. Eles queriam criar esse clima. A classe média está assustada, com medo dos movimentos sociais. Mas eu acho que não vai acontecer nada sério, nada para ficar preocupado. Lula não tem nenhum projeto radical de mudança. É um sobrevivente do povo brasileiro. Lula é a busca da raiz. Por isso tem tantos votos.

O senhor acha que, num segundo mandato, Lula pode tentar se tornar um segundo Hugo Chávez?
Lula não tem tendência a ditador. É um operário de chão de fábrica, conhece a vida de verdade. É um pequeno burguês, apenas isso. O Brasil não tem petróleo, como a Venezuela. O Chávez é um pára-quedista. Enquanto o Lula prefere a terra firme, ele se joga lá do céu.

O senhor acha que Lula pode enfrentar problemas para montar um ministério? Pessoas ligadas a empresários podem recusar convite?
De jeito nenhum. A burguesia toda vai para o governo, se o Lula convidar. A burguesia faz tudo, desde que seja para sua preservação. Por isso é que sempre acaba vitoriosa. Não perde uma desde 1789. E quando perde, logo se recupera.

Sem comentários… October 30, 2006

Postado por tordesilhas em : Política , 4comentários

Da Folha de hoje (30/10)
Elite peessedebista atribui vitória de Lula à falta de informação do “povão”
Freqüentadores de Higienópolis, bairro de Fernando Henrique Cardoso e reduto de intelectuais tucanos, tentavam explicar ontem o que um deles classificou de “fenômeno Lula”, referindo-se ao crescimento do candidato petista nas pesquisas, “apesar da roubalheira do PT”.

“O eleitor do Lula é o povo do interior ou do Nordeste, que não tem acesso à informação e por isso não sabe o quanto se roubou no governo do PT”, formula a artesã Maria Lúcia Barros Barreto, 66.

“As pessoas podem até assistir ao jornal pela TV, mas muitas não têm condição de interpretar a notícia”, acrescenta a executiva Margareth Goldenberg, 44.

Na opinião dela, o erro de Alckmin foi transmitir seu programa de governo de maneira muito formal. “É triste, mas só ganha quem reduz a qualidade do discurso para atingir o maior número de eleitores possível.”

A administradora de empresas Patrícia Marino, 40, acredita que “Lula faz apologia da pobreza e fala mal o português de propósito”.

Sua tia, a pedagoga Cecília Andreolli, não tem dúvidas: “O que estragou foi colocarem o Alckmin ao lado do (Anthony) Garotinho. Quem teve aquela idéia?”

Incrédulas na quantidade de votos para Lula, as duas afirmam que “tem muito petista enrustido por aí”.

Em cerca de três horas de entrevistas na praça Vilaboim, coração de Higienópolis, a Folha observou que existe uma tentativa de “organizar” o pensamento -sem garantia de coerência.

Mesmo afirmando que “o povão vota no Lula” porque não tem acesso à informação, a artesã Maria Lúcia diz que é contra publicar pesquisa antes da eleição. “Isso induz o voto do eleitor (ignorante).”

A aposentada Zuleika Frizzo afirma que “Lula rouba” -mas não se responsabiliza pela idoneidade do PSDB. “Pelo menos, a gente não tem a sensação de que está sendo extorquido.” Para ela, “o brasileiro perdeu a credibilidade em si mesmo”. “Os americanos começaram uma nação de verdade; os portugueses já chegaram extorquindo.”

Dizendo-se “abaladas”, mas sem parecer propriamente tristes, a mesária tucana Flávia Heilman, 27, e sua amiga, a designer Tatiana Bauman, 28, perguntam, sentadas no terraço do lado de fora de um barzinho: “Se a gente fizer cara de desoladas, você colocará nossa foto na capa do jornal?”

Flávia prepara-se para a pose, segurando o dinheiro que recebeu para despesa com o almoço. “Ganhei R$ 10 pro “lanche’”, debocha.

 

É Lula lá de novo! October 29, 2006

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Foto: Ricardo Stuckert, via Noblat

O preço da vida moderna October 26, 2006

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abre.jpgSempre fico pensando na quantidade de doenças que estão se tornando cada vez mais comuns e atingindo gente cada vez mais jovem. Não apenas os diversos tipos de cânceres, mas também doenças neurológicas, como a esclerose múltipla e a fibromialgia. Minha impressão como leigo é a de que estas doenças são o preço que temos de pagar pelas comodidades da vida moderna. Lembro-me da época em que trabalhei no Greenpeace e da campanha que a organização mantinha – e mantém – contra as dioxinas e outros contaminantes químicos, facilmente encontráveis até em brinquedos de bebês. Os efeitos acumulativos destas substâncias sobre o corpo são desastrosos, mas a indústria sempre se defende dizendo que não é bem assim. Esta semana a National Geographic trouxe uma reportagem brilhante, na qual o escritor David Ewing Duncan se submeteu a um exame minucioso de sangue e urina para determinar 320 substâncias químicas que ele poderia ter ingerido ao longo da vida pelos alimentos, água, ar e contato com os produtos da vida moderna. O resultado é absolutamente impressionante. Recomendo a leitura da reportagem “A Poluição Interior”, cujo texto está aqui.

Seria engraçado, se não fosse trágico October 26, 2006

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Essa vem da BBC. A coisa anda tão feia na África que Mo Ibrahim, um empresário britânico de origem sudanesa, criou um prêmio especial para o “melhor presidente africano” que garanta a transferência democrática de poder ao seu sucessor. O valor da premiação é de US$ 5 milhões dados ao longo de 10 anos e mais 200 mil dólares até a morte do vencedor. Além disso, há também 200 mil dólares anuais para as “boas causas” apoiadas pelo ganhador od prêmio. A lógica por trás do prêmio, segundo seu criador, é estimular boas práticas e reconhecer aqueles mandatários que tenham contribuído para melhorar a boa governança na África. A iniciativa foi elogiada por líederes como Kofi Annan, Bill Clinton e Tony Blair. Para mim nada mais é do que o reconhecimento de que na África o nível de corrupção governamental chegou a tal ponto que a até os ideias democráticos precisam ser comprados. Mais aqui.

Treme-treme October 20, 2006

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No começo desta manhã aconteceu mais um dos famosos tremores de terra aquí no Peru (chamados de temblores). Na verdade foram dois: um mais “leve”, que me despertou. Fiquei acordado, com os olhos abertos, olhando para o teto e esperando para ver se viria uma réplica. Não demorou nem dois minutos e veio o segundo, mais forte, alcançando 6.4 na escala Richter. Vanessa e eu levantamos apavorados para buscar o Mateus e buscar um lugar seguro. No final, tudo bem, apesar do susto e de um pequeno prejuízo. A Vanessa conta tudo no Inconfidencia Mineira. Entre mortos e feridos salvou-se o nosso café da manhã, com pão quentinho. Anda não foi desta vez que veio o “grande terremoto” que se imagina será igaul ou mais potente que o que em 1974 arrasou com várias cidades do país.

Isso aí… October 19, 2006

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Do Noblat:

De um espirituoso observador da cena política nacional:

- A essa altura, Alckmin só vencerá a eleição se Lula for flagrado na cama com uma mulher morta ou um homem vivo. Se a mulher estiver viva ou o homem morto, dá-se uma explicação qualquer e ele se elege.

inclusão digital à moda peruana October 18, 2006

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Nesta semana estava escutando pelo UOL a entrevista do Lula para o Roda Viva justamente no momento em que foi feita uma pergunta sobre o tema da inclusão digital no Brasil. Sempre que ouço falar sobre o tema, que nunca chega a uma conclusão em nosso país, penso logo que neste ponto o Peru está muito mais avançado do que o Brasil, e para ser honesto, mais avençado do que a maioria dos países do mundo. Praticamente não existe uma comunidade, não importa quão distante esteja, que não tenha uma cabine de internet pública no qual se paga pouco mais do que R$ 0,70 por uma hora de conexão. Na última semana tive mais uma prova deste fenômeno. Estive visitando uma comunidade de produtores de alpaca chamada Macusani, que está localizada a 4,300 metros de altura e a umas 5 horas de carro por uma estrada poeirenta da cidade de Puno. Nesta cidade não tem sinal de celular. Os telefones públicos podem ser contados nos dedos de uma das mãos, telefone particular só na prefeitura, na igreja e com alguns abastados da rarefeita elite local. Mas cabines de internet com conexão de alta velocidade eu contei pelo menos 10, em um rápido recorrido pelo diminuto centro da diminuta cidade.

internet.jpgEste é um fenômemo extraordinário do Peru, que nos deixa - sobretudo os estrangeiros vivendo neste país - mal acostumados. Quando viajamos para outros países ou para nossa terra natal pensamos que vamos encontrar uma cabina de acesso à internet em qualquer lugar e a um preço razoável e nos decepcionamos de imediato. Eu pelo menos sempre que volto para o Brasil tenho a maior dificuldade de achar acesso fácil e rápido à internet. Mas sofro o mesmo quando viajo para países na Europa e América Latina. Talvez a única excessao seja paradoxalmente a Bolívia, um país em que apesar da pobreza, também é relativamente fácil acessar a grande rede.

É muito interessante ver como um recurso tecnológico tao sofisticado convive com condicoes de precariedade e pobreza, como nas cabines de internet de Macusani. Normalmente estão localizadas em quartos dos fundos, os bancos são precários, o reboco caindo, comida sendo feita na hora e no mesmo lugar… e no entanto a molecada pesquisa para seus trabalhos da escola, têm contas de email e a página de abertura dos computadores é o Google en Quéchua. Fantástico.

É difícil dar a dimensão deste fenômeno para quem não vive aqui. Acessar a internet faz parte do cotidiano de todos, não importa sua condição social. Literalmente qualquer pessoa que queira e que tenha pelo menos 50 centavos de Sol (a moeda local, o que seria equivalente a R$ 0,35) pode conseguir pelo menos meia hora de acesso à rede. Claro que sempre se pode questionar a qualidade deste acesso, se é gasto em pornografia, jogos em rede etc. Mas de qualquer jeito o simples fato de poder acessar a internet já abre outras perspectivas de informação. Isso fica muito claro principalmente nas comunidades isoladas nos Andes ou nas regiões da Amazônia peruana, onde dificilmente chegam jornais, revistas ou até mesmo o sinal da televisão. A internet vira praticamente o único canal de acesso com o mundo exterior.

Existe uma discussão no Peru justamente sobre a qualidade do acesso à internet que se pode obter nestas cabines com uma infra-estrutura tao tosca. Mas o fato concreto é que o que os usuários querem em primeiro lugar é o acesso, depois se preocupam se o computador é um Pentium III com Windows 98 ou se no lugar existe um banheiro. O investimento médio para se montar uma cabine de internet com 10 computadores usando acesso rápido e uma estrutura física razoável está entre US$ 6.000 e US$ 10.000. Mas é claro que grande parte das cabinas, sobretudo as localizadas nas favelas ou pequenas cidades no interior do país, receberam um investimento muito menor do que este. Algumas pesquisas indicam que o perfil médio do usuário é de pessoas entre 12 e 30 anos e que usam a internet mais para gerenciar seus emails particulares, fazer downloads, buscar informação diversa, entretenimento, fins acadêmicos, turismo, finanças (compras online ou home banking). Em um país com poucas bibliotecas públicas, o acesso à internet é fundamental para os alunos que necessitam fazer suas pesquisas escolares.

Claro, assim como no Brasil, existe uma velha discussão sobre como garantir que todas as escolas públicas tenham também acesso à internet, de forma gratuita para os alunos. Projetos mirabolantes não faltam. Mas enquanto o Estado não consegue encontrar uma solução justa e definitiva a tão citada “inventividade peruana” está dando conta do recado de uma maneira extraordinária.

Mais vidas do que um gato October 11, 2006

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Segundo o Datafolha Lula ampliou a vantagem sobre Alckmin de 7 para 11 pontos. Para os entrevistados pelo instituto o debate da Bandeirantes terminou de certa forma empatado, com uma leve vantagem para Alckmin quem, curiosamente perdeu mais pontos entre os segmentos que deram mais audiência e repercussão ao evento. Uma boa parte dos eleitores da Heloísa Helena que estavam pendendo para votar no candidato tucano parece que virou de lado e agora está correndo para os braços do Lula.

Para terminar a rodada de notícias eleitorais, Lula defende Delfin em evento em São Paulo, reconhecendo os avanços econômicos da ditadura militar e a esposa do governador Cláudio Lembo recorda-se de uma vez que acompanhou a então primeira dama de São Paulo Lu Alckmin em uma viagem no helicóptero do governo para Campos do Jordão. Ambas estavam acompanhadas do pitbull da família Alckmin. A Folha não deixou passar em branco o episódio e certamente até o cachorro vai entrar na campanha.

Bem feito para o Alckmin. Posar de vestal tem os seus riscos. Claro que o Alckmin pode parafrasear o Magri e dizer que o pobre pitbull é um ser humano como outro qualquer e tem todo o direito de viajar no helicóptero oficial. Afinal, ele é parte da família.

O picolé de pimenta October 8, 2006

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Depois do debate presidencial da Band, o “picolé-apimentado” vai pegar. A postura agressiva do Alckmin, que surpreendeu a todos os jornalistas, vai mudar definitivamente sua imagem de picolé de chuchu. Mais do que isso, vai consolidar a imagem dele como candidato de primeiro time. Se ele não levar a presidência este ano, certamente será um candidato forte para 2010. Serra e Aécio que se cuidem.

O Alckmin pegou na jugular do Lula e não largou um minuto. O Lula claramente sentiu o tranco e foi se recuperando ao longo do debate, mas no geral a minha impressão é que o Alckmin foi melhor. A possível vantagem para o Lula é que vai ter tempo de se preparar mais para os próximos debates, já sabendo que não vai ter nenhuma moleza.

O interessante é que o Alckmin usou todos os exocets possíveis contra o Lula já neste debate. Se o PT não fizer mais nenhuma besteira, a campanha do PSDB vai ter de repetir as mesmas acusações em seus programas e nos próximos debates até o dia 29 de outubro. O Lula, pelo seu lado, certamente vai ressuscitar tudo quanto é podre da era FHC e do governo de Alckmin em São Paulo. Programa de governo? Esquece. Vai ser uma guerra de morte. Vamos ver o que o povo vai achar disso quando for às urnas.

A análise que a Vanessa fez do debate lá no Inconfidência Mineira toca em um ponto que o Marcus, do Velho do Farol, também chama a atenção: as perguntas dos jornalistas Fernando Vieira de Mello, sobre a redução da maioridade penal, e de José Paulo de Andrade, sobre o que Lula faria para reforçar os valores da sociedade, foram na verdade feitas claramente para que o Alckmin pudesse chutar a gol. Isso se junta às capas da Veja e Época desta semana, com sua propaganda explícita do Alckmin, para mostrar em quem a grande mídia está apostando todas as suas fichas neste segundo turno.

Matrix no Windows XP October 4, 2006

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Já que a campanha para o segundo turno está começando um pouco morna… Fico com o engraçadíssimo video abaixo pescado do YouTube. A premissa é muito simples: o que aconteceria se o programa que controla o mundo virtual do Matrix rodasse no Windows XP? A resposta está abaixo…

Roubo é para quem sabe October 3, 2006

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“Claro, o PT roubou muito menos do que os outros governos. Em uma única jogada, o governo Fernando Henrique ganhou três vezes mais, comprando ações lá fora da Petrobras, por exemplo, dias antes de comunicar ao mercado a exploração de mais um campo de petróleo, vendendo os papéis logo depois de fazer o anúncio oficial da descoberta, o que triplicou o valor das ações. Cada notícia de que uma estatal seria privatizada era precedida da mesma operação: o Sérgio Motta anunciava que a empresa seria leiloada, as ações subiam vertiginosamente, e eles vendiam no primeiro dia da alta. Nada de tentar ganhar mais e se arriscar ao flagrante. Os caras sabiam o que faziam. O PT, não, o PT não sabe nem pode roubar. A esquerda tem de ser franciscana, não pode se corromper, tem que fazer como os partidos comunistas europeus, administrar as prefeituras e ser oposição em âmbito federal. Quem quer ser governo tem de conhecer o esquema, ter aliados reais, cúmplice de muitos negócios. O PT não sabe nem como operar: imagine esse Delúbio, que é um caipirão goiano, um sindicalista militante do PT, e esse outro Silvinho, que não consegue nem falar português decentemente, operando esquema! Isso aí é coisa pra quem sabe, pra Sarney, ACM, Sérgio Motta. Estava na cara que eles iam ser apanhados.” Palavras sábias e reveladoras de um especialista em “gerenciar crises” cuja entrevista foi publicada há quase um ano pela Caros Amigos e que permanece mais atual do que nunca. O texto completo está aqui. Uma leitura imperdível.