Futebol e loucura July 9, 2006
Postado por tordesilhas em : Geral , 4comentários“Uma partida de futebol é uma experiência de fracasso constante, ou seja, uma equipe está no campo de jogo para fazer gols e fracassa 98% do tempo. Só uma, duas, três vezes, quatro quando muito, consegue isso que está tentando. É curioso que o triunfo seja fracassar tantas vezes para conseguir o buscado apenas uma vez, é uma idéia curiosa da vida”. Este é um trecho de uma excelente entrevista com o jornalista argentino Martín Caparrós, sobre este mistério que é a Copa do Mundo, e que foi publicada neste domingo pelo jornal peruano El Comercio (leia aqui). Traduz o que foi a copa como um todo e esta final – em momentos eletrizante - entre Itália e França. Vale ler porque é uma das reflexões mais lúcidas sobre o futebol atual que tenho lido.
Da final, que assisti em um restaurante italiano, o que ficou para mim, além do excelente vinho, do espaguete ao vongole e do espumante de comemoração final (tudo boca livre providenciada pelos felizes amigos italianos) foi a cabeçada do Zidane no Materazzi. Quando aconteceu ficamos todos olhando uns para os outros, incrédulos. Antes deste lance no restaurante todos batiam palmas para as jogadas do craque francês. Depois, era fdp para baixo. Parece que Materazzi teria xingado a irmã do Zidane e o mandado para aquele lugar. Não importa, um “puto velho” como ele não poderia, na minha opinião, ter perdido o controle desta maneira. Não ele, neste momento da sua carreira, naquele momento do jogo. Ficou um gosto amargo na boca de tantos que, como eu, estávamos vibrando com a sua “ressureição”.
A sequência da loucura:

Dica de fim de semana… July 9, 2006
Postado por tordesilhas em : Cultura , 2comentários
“Som, sangue e raça”, o disco do mítico Dom Salvador, que juntou o que havia de melhor dos instrumentistas brasileiros do início dos anos 70 para realizar este que é considerado por alguns críticos como “um dos melhores discos brasileiros de todos os tempos”. Como diz Tarik de Sousa: “Comandado pelo pianista paulista Salvador Silva Filho, o Dom Salvador, Som, Sangue e Raça, de 1971, um ano depois da explosão de Tim Maia, cataliza a formação bossa nova & jazz do líder com rhythm & blues de integrantes como o saxofonista Oberdã Magalhães, sobrinho do mestre do samba enredo Silas de Oliveira e futuro líder da Banda Black Rio.” Abaixo, “Uma vida”, faixa que abre o disco e que dá uma idéia da explosão que segue nas 11 faixas seguintes.
