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Eleições no Peru - O desânimo pós-eleitoral June 6, 2006

Postado por tordesilhas em : Política , trackback

Com 95,6% das mesas de votação já apuradas, Alan Garcia está com 52.5% dos votos e Ollanta Humala com 47.5%. Houve 7.13% de votos anulados e 1.04% em branco. Na manhã seguinte às eleições, Lima acordou cinza e fria, como sempre, e ficou assim durante todo o dia. Isto se refletiu claramente no ânimo das pessoas. À parte os simpatizantes do APRA, não havia sinais de festa pela vitória de Alan Garcia. As pessoas têm consciência de que votaram pelo “mal menor” e estão na expectativa para ver o que vem por aí. No mais, cada um tratou de cuidar da sua vida.

Comments»

1. Nollan - 6 June, 2006

Estimado Renato,

Digamos que te conheço um pouco, a través dos ótimos posts da Vanessa no antigo Peruposible. Agora com a indicação dela, leio alguns posts seus e vejo com satisfação as corretas análises da conjuntura política peruana e latinoamericana. Parabéns! O mapa que você montou nos escancara a existência de um pais dentro de outro, resulta paradigmático que a minoria azul na qual foi eleito Alan represente 80% do PIB (incentivado pelo mapa fiz um pequeno exercicio também de lembranças escolares e confirmo que os maiores centros de poder do nosso passado inca e pre-inca são os mais paupérrimos, pequena amostra das nossas profundas divisões sociais). Particularmente estou na expectativa das primeiras medidas do novo governo,preocupado com a estabilidade e equilibrio democrático do Pais, mas atento e vigilante porque de nenhuma forma os peruanos dimos um cheque em branco para o sr. Garcia. Obrigado pelo link para o site peruanosenbrasil, aqui também já comecei a divulgar o blog de vocês. Saludos!

2. Renato Guimaraes - 7 June, 2006

Olá Nollan,
Obrigado pela visita e fico feliz pela iniciativa de dar a conhecer um pouco mais sobre a relaidade peruana aos meus patrícios no Rio de Janeiro. Durante muito tempo o Brasil esteve de costas para a América Latina. Por isso, iniciativas como a sua sao muito importantes para gerar vínculos que vão mais além da retórica dos políticos.
Um grande abraço e volte sempre!
Renato