Matando a cobra… March 29, 2006
Postado por tordesilhas em : Geral , trackback“…a atual ISTOÉ conseguiu, no espaço de poucas semanas, conquistar a merecida pole position no grid da mediocridade nacional.”
Este é um pequeno trecho da impressionante carta que Luiz Cláudio Cunha, editor de política da IstoÉ, enviou a Carlos José Marquesa, Diretor-Editorial da revista. Está publicada no Observatório da Imprensa e pode ser lido aqui. Poucas vezes de expôs de maneira tão cristalina e bem escrita as entranhas da política editorial de uma revista de peso como é (ou era) a IstoÉ. Leitura didática e imperdível.
Via weblog do Pedro Doria.

Comments»
Caramba!
Eu sou uma quase jornalista. Desisti da faculdade no começo, tem muita gente bacana e séria, mas o meio também tem umas baixarias difícieis de aturar. Especialmente quando aparecem esses que nós costumávamos chamar de yuppies, nas redações. Lamentável o que está acontecendo. Mas ADORO homens (e mulheres) que têm coragem de escrever algo assim. Isso é admirável. Obrigada pela dica, Renato. Vou dar um toque lá no blog, também.
Impressionante, realmente. Me lembrou uma análise brutal e certeira que li ontem sobre a ultima edicao da Veja. Ao menos, ainda tem gente fazendo isso.
eu não me surpreendo com muita coisa neste meio, trabalho nele. mas é impressionante a quantidade de sandices cometidas por chefetes de redação como este. a IstoÉ caiu muito, mais que a “Indispensável”. eu não entendo como certas pessoas chegam a cargos-chave.
Normalmente os piores é que ocupam os melhores cargos. Em todo o lado o principio da “cunha” coloca as pessoas erradas nos melhore sítios…

Esta história contradiz uma máxima do Dilbert, segundo a qual apenas sao promovidas ao cargo de gerencia aquelas pessoas cuja ação causa menos dano para a empresa… acho que é mais ou menos assim. No caso da IstoÉ, cuja credibilidade já nao era das melhores, o efeito é o contrário. Quanto tempo mais conseguirá resistir a revista?
Em algum momento da carta ele comenta algo sobre a “juventude” do tal editor e sobre seus cursos de pós-graduação… é a vitória dos yuppies dos anos 80…