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Amor e rock February 15, 2006

Postado por tordesilhas em : Geral , trackback

Conheci Andrea Echeverri faz uns dois anos em uma das minhas viagens à Colômbia. Ela é uma das principais roqueiras do país, líder do grupo Aterciopelados. Na época ela havia se engajado na campanha da Oxfam “Comércio com Justiça” em favor dos direitos das mulheres trabalhadoras a condições dignas de emprego. Fui entrevistá-la em sua “casa-estúdio-galeria-de-arte”, em Bogotá. Enquanto sua filhinha Milagros, que na época tinha pouco mais de um ano de idade, corria pelo estúdio e o seu marido (e também empresário) aparecia de vez em quando para falar de possibilidades de shows, conversávamos sobre sua carreira e por que ela havia decidido apoiar a campanha da Oxfam.

Uma das coisas que ela me falou na época era que estava preparando um CD solo apenas com músicas que havia escrito no período posterior ao casamento e à gravidez e nascimento de Milagros. Seria um CD diferente de seus anteriores porque claramente seria mais intimista e falaria basicamente de amor. Um CD de amor da principal roqueira colombiana. Perguntei como era isso e ela foi direto ao ponto: depois que encontramos o amor, ficamos com ele e dele nasce uma criança, tudo muda. É como se de repente usássemos uma lente que nos permitisse ver o mundo com outros olhos. As pessoas lidam com isso de diferentes maneiras e ela, como era uma artista, lidava escrevendo e cantando esse novo momento de sua vida.

Pois bem, outro dia finalmente consegui o CD, lançado por Andrea Echeverri há pouco mais de um ano e indicado ao Grammy 2006 na categoria de Melhor Álbum Pop Latino. Realmente é muito bom. Enquanto escrevo estas linhas o estou escutando e é aquele tipo de CD em que todas as faixas são boas. Ela havia me explicado que metade das músicas (“canciones de la cama”) eram dedicadas ao amor adulto entre ela e seu marido e a outra metade (“canciones de la cuna”gra) tentaria passar um pouco do sentimento de amor inexplicável que une mãe e filha. E assim é.

O mais interessante é que não se sente uma descontinuidade. Pelo contrário, o CD é uma peça única de lirismo, inspiração e prazer. No meu caso, o prazer de haver participado de um momento mínimo de inspiração de Andrea Echeverri quando, enquanto conversávamos, Milagros se aproximava para abraçá-la e dizer o quanto a amava.

O CD, cujas capa e contracapa reproduzo abaixo, chama-se simplesmente “Andrea Echeverri” e pode ser encontrado nas seções de world music, principalmente depois que foi premiado com o Grammy. No Brasil acho meio difícil devido ao nosso chauvinismo com relação à música latino-americana, mas não custa tentar. Aqui, deixo duas músicas dela para uma palhinha: “Amortiguador”, dedicada ao marido e Baby Blues, dedicada à filha.

Comments»

1. Sí - 17 February, 2006

Passei aqui apenas para te desejar um super aniversário!!! Felicidades,

2. Pat - 17 February, 2006

Realmente é muito bom